[Apenã #026] Esperanto, língua internacional – Karina Oliveira

Vamos pensar na comunicação que queremos no nosso amanhã e para essa conversa vamos falar sobre uma língua internacional, a língua planejada mais falada no mundo todo, o esperanto.

E para o debate trouxemos a Karina Oliveira, linguista (se formou em Português e Linguística), mestre em adaptação fonológica de novas palavras em esperanto e atualmente doutoranda pela USP, esperantista e vice-presidenta da BEJO (Organização da Juventude Esperantista Brasileira). Entre 2013 e 2014 fez um curso de especialização semipresencial para professores de esperanto na universidade Adam Mickiewicz, em Poznań, na Polônia, e entre 2014 e 2017 frequentou o curso de pós-graduação sobre Interlinguística e Esperantologia pela mesma universidade. Fez parte da diretoria da Associação Paulista de Esperanto entre 2012 e 2016 e participa de congressos e reuniões esperantistas locais e nacionais.

Contamos também com os depoimentos da Manuela, do Dominique e da Jéssica, da Liana, do Marco e da Christine, de Duisburg, Alemanha, que mandou um depoimento em esperanto no final do episódio e a Carol resume em português o que foi dito.

  • Links relacionados ao episódio:

– BEJO
Site: http://bejo.esperanto.org.br/
Twitter:
https://twitter.com/bejoesperanto
Facebook:
https://www.facebook.com/bejoesperanto

– TEJO
Site: https://www.tejo.org/el/
Twitter: https://twitter.com/tejoesperanto
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC1cW8y4NncmbRr6zD5IO8xw
Facebook: https://www.facebook.com/tejoesperanto/

– Amikumu (plataforma de encontro para falantes de diversas línguas):
https://amikumu.com/

– Palestra da Karina sobre Duolingo no Congresso Paulista de Esperanto:
https://youtu.be/V3P5wLO8-RE

– Clube de assinantes da Vinilkosmo (Jen informoj pri la abonklubo):
https://www.vinilkosmo-mp3.com/eo/vinilkosmo-abonklubo/abonoj-abonklubo.html

  • Músicas usadas no episódio:
    (Nome da música – Artista – Produtora /Kantotitolo – Artisto – Eldonejo)

– Kontra krusadanto – Dolchamar – Vinilkosmo
https://www.vinilkosmo-mp3.com/eo/popo-roko-hiphopo-elektronik/dolchamar-98/2-rebela-sono-100.html

– Pasio en katen’ – Supernova – Vinilkosmo
https://www.vinilkosmo-mp3.com/eo/popo-roko-hiphopo-elektronik/supernova-114/supernova-127.html

– Sola? – Persone – Vinilkosmo
https://www.vinilkosmo-mp3.com/eo/popo-roko-hiphopo-elektronik/persone-107/4-sed-estas-ne-109.html

– Superbazaro – Martin & la talpoj – Martin & la talpoj / Vinilkosmo
https://www.vinilkosmo-mp3.com/eo/popo-roko-hiphopo-elektronik/martin-la-talpoj-105/2-superbazaro.html

– Alia aventuro – La Perdita Generacio – Vinilkosmo / LPG
https://www.vinilkosmo-mp3.com/eo/popo-roko-hiphopo-elektronik/la-perdita-generacio-117/3-%C4%89iamen-plu.html

– La ĉielo – Persone – Vinilkosmo
https://www.vinilkosmo-mp3.com/eo/popo-roko-hiphopo-elektronik/persone-107/4-sed-estas-ne-109.html

Junaj idealistoj – Dolchamar – Vinilkosmo
https://www.vinilkosmo-mp3.com/eo/popo-roko-hiphopo-elektronik/dolchamar-98/2-rebela-sono-100.html

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O passado nao é mais como era antigamente

Haroldo Barbosa.
Artigo publicado no Bit Autônomo e no portal O Povo/Blog do Eliomar

“Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado…”

A frase acima do livro 1984, de George Orwell, publicado em 1949, é um dos casos em que a vida imita a arte. Desde há muito tempo os poderosos sonham com a possibilidade de controlar a história e mais que isso: a memória, as recordações das pessoas. Hoje com o big data, a globalização e o consumo de informações de forma quase que exclusivamente virtual, isto já está acontecendo. Assim, a história pode ser constantemente reescrita, ter passagens suprimidas ou acrescidas ao bel prazer de um punhado de milionários, governos e corporações. E o valor disto para estes é incomensurável, afinal quem controla o passado…

Quanto vale, por exemplo, para a Wolkswagen apagar da sua história o fato de que usou mão de obra escrava fornecida pelo nazismo em suas fábricas durante a II Guerra Mundial?

O quanto é importante para os donos do jornal Folha de São Paulo fazer esquecer o fato de que apoiaram e financiaram a ditadura militar brasileira iniciada com o golpe de 1964?

O que o pré-candidato à presidência, Jair Bolsonaro, que hoje posa de machão e defende o armamento de todos como parte da solução para a violência, daria para fazer esquecer o momento em que armado, foi assaltado, não reagiu, entregou a moto e a pistola aos dois assaltantes e ainda disse “mesmo armado, me senti indefeso”?

Os casos acima são exemplos bem conhecidos e dos quais restam registros, mas e os milhares, senão milhões de outros que ocorreram, estão ocorrendo e vão ocorrer?

Em seu livro Sociedade do Espetáculo (1968), Guy Debord falando dos regimes totalitários diz que “O projeto, já formulado por Napoleão, de ‘dirigir monarquicamente a energia das recordações’ encontrou a sua concretização total numa manipulação permanente do passado, não só nos significados mas também nos fatos’.

Este ano o governo chinês proibiu mencionar em redes sociais palavras e termos críticos ao Partido Comunista e ao ditador chinês, Xi Jinping. Entre os vários termos, curiosamente estão os livros “1984” e “Revolução dos Bichos”, de Orwell. Se você quiser escrever determinadas palavras, simplesmente as mesmas não serão publicadas e nem buscas feitas pelos termos proibidos.

O desaparecimento, a proibição, a não divulgação e a alteração de conteúdo vem sendo cada vez mais constantes. Há muito que ativistas como Julian Assange, do Wikileaks, denunciam estes fatos. Em seu livro “O Filtro Invisivel”, Eli Pariser chama atenção para a s bolhas criadas pelo Google, Facebook, Amazon e outros, para que seus acessos, resultados de busca e etc. sejam controlados e direcionados.

No livro “Quando O Google encontrou o Wikileaks”, Assange cita o caso de artigos tirados do ar ainda em 2003 pelo jornal inglês Guardian e de sites que denunciaram construtoras e que não encontraram mais servidores que quisessem mantê-los online.

Em agosto de 2017, um dos maiores portais de notícia do Ceará simplesmente sumiu do dia para a noite com uma notícia que tratava da remoção da defesa das dunas do parque do Cocó. E os exemplos são muitos.

Mas o arsenal de manipulação vai além. Donald Trump, presidente norte-americano eleito com base em mentiras, é um dos maiores expoentes da pós-verdade, na qual não importam os fatos reais, o que aconteceu, mas sim no que se acredita. Trump usa largamente as redes sociais para falar diretamente a seus seguidores, evitando a imprensa e atacando jornalistas e veículos que podem contestá-lo.

Muitos outros políticos seguem seu exemplo e buscam dirigir-se diretamente a seu público. O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), é um deles. Ele usa seu perfil para anunciar obras e ações, dar broncas em secretários e até para divulgar reajuste salarial dos servidores. Na era da pós-verdade, é mais cômodo fazer monólogo.

Vivemos em uma era na qual ao comprar uma TV já aceitamos ser gravados em casa, temos nossa privacidade violada por aplicativos em computadores e smartphones, somos vigiados por milhares de câmeras nas ruas e em locais privados e até mesmo nosso direito à memória e a história nos está sendo negado.

[Papo Apenã #002] Cicloturismo – Philip Steffen

Papo Apenã – Crossover com Beco da Bike!!

O Philip Steffen, do podcast Beco da Bike, pedalou pela EuroVelo 15 e eu tive o grande prazer de encontrá-lo durante o percurso! Em parceria com a galera do Beco, fizemos um episódio sobre essa experiência.
Eu me juntei ao Phil durante o percurso de Duisburg (Alemanha) até Arnhem (Holanda) e fui picada pelo mosquitinho do cicloturismo!

O Flávio Carvalho também deixou um depoimento sobre sua rica experiência com cicloturismo pelo litoral piauiense! (Depoimento que faltou no ep. Ciclismo e o Futuro da Mobilidade)

Em um momento da minha conversa com o Phil, acabo trocando o rio Ruhr com o rio Reno em um momento – desculpas!

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[Apenã #25] Ciclismo e o Futuro da Mobilidade — JP Amaral

Os benefícios de trazermos as bicicletas para pensarmos na mobilidade que queremos!

Quando você pensa sobre mobilidade nas cidades do futuro, qual a primeira imagem que vem na sua cabeça quando pensa nisso? Com carros voadores ou em túneis em baixo da terra?
Bem, mas antes disso o Ciclismo e todos os benefícios do mesmo, especialmente para a nossa sociedade.

O amanhã que eu quero construir tem que ter bem mais bikes rodando!

Para essa conversa trouxemos o JP Amaral, cofundador da rede Bike Anjo e atualmente coordenador do projeto “Bicicleta nos Planos”. Ele é formado em Gestão Ambiental pela Universidade de São Paulo, trabalha com e pela mobilidade urbana sustentabilidade desde 2008 e é certificado como auditor na metodologia BYPAD — Assessoria em Planejamento para Bicicleta. Ele também é membro da rede Red Bull Amaphiko de empreendedores sociais e do Programa de Líderes do Futuro da Chanceler Alemã pela Fundação Alexander von Humboldt, atuando em cooperação internacional pela bicicleta.

E pra completar ainda mais esse episódio, trouxemos depoimentos de ciclistas do país inteiro e dos mais diversos tipos de pedal!
Ana Polegatch, ciclista profissional; o Werther e o Phill do Beco da Bike; a Rogéria Siqueira Quintão que curte cada pedalada, na sua vida diária e familiar; e Melissa Noguchi, do Pará que começou pedalando em trilhas, passou por cicloviagem e hoje em dia tem a bicicleta como meio de transporte, trazendo a bicicleta para o debate sobre a mobilidade urbana!


Como já é tradicional na preparação para entrevistas, nossos ouvintes participaram da nossa conversa com o JP Amaral nos enviando ótimas perguntas sobre o tema por nossas redes sociais (Twitter e Facebook). Devido ao tempo reduzido durante a ligação, as perguntas foram respondidas por e-mail, e você encontra todas elas aqui:

Phil, do Beco da Bike, por facebook:

  • Você acha que o futuro da mobilidade urbana será sempre focado em meios de transporte ativos(bicicleta, patinetes etc) ou podemos incluir meios mais individualistas como carros e outros tranportes?

“Com certeza a sociedade não reconheceu os meios de transporte ativos como soluções sérias para a mobilidade urbana. Portanto, este processo ainda vai demorar para ser reconhecido como foco no futuro, mas um dia chegaremos lá. E de fato, a solução para o futuro da mobilidade está na integração entre diferentes transportes. Desta forma, os carros e outros transportes vão continuar sendo parte da nossa sociedade e até mesmo da solução, mas sendo usados de outras formas, integralmente.”

  • Carros autônomos são um perigo ou um auxilio a mobilidade urbana?

“Carros autônomos vão demorar para chegar. O Google estima que levará cerca de 10 anos para ter uma tecnologia boa e segura para se usar nas cidades. Temos várias etapas a discutir ainda sobre carros autônomos, em especial sobre a garantia da segurança de pedestres e ciclistas no trânsito. No entanto, para a questão de evitar vários erros humanos no trânsito, como alta velocidade e alcoolismo, maiores fatores de atropelamento, ela poderá aumentar a segurança viária. O que precisamos discutir não é o fato de ser autônomo, mas sim de ser carro. Por que não falamos em transporte público autônomo? Ou em transportes coletivos de menor porte que otimizem o espaço da cidade? Esta é a grande questão a ser combatida no uso exagerado de carros nas cidades.”

  • Uma cidade mais automatizada seria uma cidade que prioriza o fluxo ou melhor convivencia entre as pessoas?

“As soluções urbanas para o trânsito ainda priorizam a fluidez, e não o convívio entre as pessoas. A automatização de fato está olhando para uma melhor fluidez de forma organizada. Este é o cuidado que temos que ter. A tecnologia vai trazer cidades melhores? Ou simplesmente cidades mais ágeis de se deslocar?”

Chicó, por Twitter:

“Não só daria certo como já existe em São Paulo. Temos hoje o sistema de bicicletas compartilhadas Bike Sampa e recentemente foi inaugurado no Terminal Tiradentes um sistema igual ao Bicicletar onde as pessoas podem pernoitar com a bicicleta. Agora São Paulo vai receber bicicletas compartilhadas sem estações (“dockless”), onde as pessoas poderão deixar as bicicletas em qualquer lugar. Estou animado para ver o sistema funcionando e acho que vai ser um sucesso!”

  • Como devemos proceder, a quem e como devemos reclamar de maneira mais efetiva, para que haja menos políticas urbanas e sociais que privilegiem automóveis?

“O Brasil tem a Política Nacional de Mobilidade Urbana desde 2012 que estabelece diretrizes claras de prioridades nas políticas urbanas a favor dos transportes ativo e coletivo. Todo mundo deve conhecer essa lei se quer cobrar na sua prefeitura para medidas mais efetivas. Leve esta lei para a Prefeitura, para a Câmara Municipal e para o Ministério Público para exigir que ela seja efetivada.”

  • Em linhas gerais, o que JP Amaral acredita ser solução de mobilidade urbana para grandes metrópoles, como São Paulo, por exemplo?

“Para grandes metrópoles, a solução está em dois fatores. A primeira é a integração entre os mais diversos meios de transporte. Temos que diversificar ao máximo. Dar opções e alternativas de baixa emissão e custo para as pessoas. Integrar bicicletas com transporte público é uma grande oportunidade para atingir toda uma cidade. O segundo fator é reorganizar o território da cidade. Tornar os empregos mais descentralizados e tornar os centros mais habitados e densos. Isso faz com que as pessoas tenham que percorrer distâncias menores, demandando menos transportes de massa ou carro.”

Marco, por Twitter:

  • Como deve ser e o que acham do aluguel de bicicletas?

“Os sistemas de bicicletas compartilhadas estão revolucionando as cidades do mundo e acho um serviço muito positivo para dar mais acesso à cidade. Para funcionarem bem eles têm que ser bem regulamentados por lei, baseado em estudos de demanda potencial para saber onde as bicicletas devem ser alocadas, além de um bom regulamento para o formato de patrocínio, de modo que o cidadão seja o mais beneficiado.”

  • O que acham de aplicativos como o Moovit?

“O Moovit fez algo que os governos deveria ter feito faz tempo: garantir a informação ao usuário de transporte público. Agora, o governo deve garantir isso sem depender de um aplicativo. Precisamos de informações acessíveis e confiáveis nos pontos de ônibus e na rua, além de sinalização para pedestres e ciclistas circularem na cidade.”

  • Usar veículos movidos a combustíveis fósseis contribui com guerras relacionadas ao petróleo?

“A dependência no petróleo gera uma série de conflitos em cadeia. Não apenas guerras, mas disputas políticas e econômicos no mundo todo. Ainda vamos depender do petróleo por um tempo, mas é possível sim imaginar a geração de energia que não dependa de combustíveis fósseis.”

O perfil do podcast Beco da Bike, por Twitter:

  • O que podemos fazer da forma prática e eficaz para que os crimes de trânsito envolvendo automóveis e ciclistas sejam encarados como crimes e não como acidentes de trânsito? Se uma pessoas mata a outra com uma arma recebe uma pena dura (em alguns casos), mas se um ciclista é morto atropelado por um carro, parece que a pena dó motorista é atenuada…

“Tem que haver uma mudança na lei. Nosso Código de Trânsito Brasileiro não traz a responsabilidade objetiva de motoristas perante pedestres e ciclistas. Responsabilidade objetiva significa que é motoristas são responsáveis, independente da situação, em um atropelamento, tendo este que provar ao contrário. O Código está em fase de revisão e estamos justamente batendo nessa tecla.”

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